Categoria: Distúrbios Respiratórios

Impacto da Ventilação Mecânica Prolongada em Bebês de Muito Baixo Peso ao Nascer: Resultados de um Estudo Nacional de Coorte

Impacto da Ventilação Mecânica Prolongada em Bebês de Muito Baixo Peso ao Nascer: Resultados de um Estudo Nacional de Coorte

Impact of Prolonged Mechanical Ventilation in Very Low Birth Weight Infants: Results From a National Cohort Study.Choi YB, Lee J, Park J, Jun YH.J Pediatr. 2018 Mar;194:34-39.e3. doi: 10.1016/j.jpeds.2017.10.042. Epub 2017 Dec 1.PMID: 29198532 Similar articles. Apresentação: Fernando Andrade Coelho; Fábio Daniel Barbosa; Mariana Mendes. Coordenação:Paulo R. Margotto.

Os dados são provenientes de 60 UTI Neonatais (3238 recém-nascidos subdivididos em categorias de acordo com a duração da ventilação mecânica (VM):≤7 dias, 8-14 dias, 15-28 dias, 29-42 dias e mais de 43 dias). Todos sabemos que o suporte respiratório com ventilação mecânica é essencial para a sobrevivência de muitos RN pré-termo, no entanto, a VM prolongada associa-se a inúmeras complicações que levam a diversas morbidades em bebês prematuros. Há poucos relatos que se concentram nos desfechos clínicos relacionados ao tempo de ventilação mecânica. No presente estudo, após ajuste para variáveis de confusão, houve aumento significativo  de morte (2,85 vezes mais e 8,33 vezes mais) quando se comparou a duração da ventilação mecânica ≤ 7 dias em relação >8-14 idas e >15-28 dias, respectivamente e  aumento significativo da displasia broncopulmonar (5,66 vezes mais e 10,09 vezes mais) quando se comparou a duração da ventilação mecânica ≤ 7 dias em relação >8-14 idas e >15-28 dias, respectivamente. Para retinopatia da prematuridade (ROP) requerendo coagulação a laser, hipertensão pulmonar  e leucomalácia periventricular, foram observadas odds ratio (chances) significativamente maiores após 2 semanas de ventilação mecânica em comparação com ventilação mecânica por 7 dias ou menos.Assim, os presentes dados fornecem justificativa para evitar ventilação mecânica invasiva e limitar a duração dessa exposição em bebês prematuros. O suporte respiratório não invasivo seria menos prejudicial para o pulmão do que a ventilação endotraqueal. Nos links, como diz Fusch ” menos é mais para o apoio gentil aos prematuros extremos!Como disse E. Bancalari na sua Conferência no Miami Neonatology-38th Annual International Conference November 12th-15th,2014: passei quase toda a minha carreira lidando com ventilação mecânica e agora espero em 30 minutos convencê-los a não usá-la; usar pelo menor tempo possível a VM. Portanto, o  desmame precoce da ventilação mecânica pode reduzir o risco das complicações. “o intubar um bebê programe a sua extubação e não necessariamente deve ocorrer nos horários comerciais da UTI Neonatal!”

Efeito da pressão positiva contínua nas vias aéreas nas crianças com síndrome de aspiração meconial: ensaio clinico randomizado

Efeito da pressão positiva contínua nas vias aéreas nas crianças com síndrome de aspiração meconial: ensaio clinico randomizado

Effect of Nasal Continuous Positive Airway Pressure on Infants With Meconium Aspiration Syndrome: A Randomized Clinical Trial.Pandita A, Murki S, Oleti TP, Tandur B, Kiran S, Narkhede S, Prajapati A.JAMA Pediatr. 2018 Feb 1;172(2):161-165. doi: 10.1001/jamapediatrics.2017.3873.PMID: 29204652 Similar articles.

Apresentação: Ana Paula Rocha, Julia Beluco , Mariana Akaishi. Faculdade de Medicina da Universidade Católica de Brasília-6ª Série. Unidade de Neonatologia do Hospital Materno Infantil de Brasília/SES/DF. Coordenação: Paulo R. Margotto

A   presença de mecônio no líquido amniótico  ocorre em 10% a 15% dos partos, dos quais cerca de 1,5% a 8% apresentam  Síndrome de Aspiração Meconial (SAM) e destes, 30-50% apresentam SAM severa com necessidade de ventilação mecânica (VM).É conhecido de todos que a VM por si causa lesão pulmonar, além de hospitalizações prolongadas, sobrecarga do Sistema de Saúde e aumento do custo do tratamento. Devido o uso de   CPAP nasal (NCPAP) poder resolver atelectasias, por expandir parcialmente  as pequenas vias aéreas obstruídas e estabilizar o colapso terminal, aumentando a troca de oxigênio e prevenindo a deficiência secundária de surfactante, pode vir a ser usado como substituto ou como ponte para a VM na SAM. O presente estudo avaliou a eficácia do uso de NCPAP (5 cmH20, com FiO2 de 90-95%)em 66 RN em comparação com cuidado padrão (5-10 L / min – capacete de oxigênio)em 68 RN,  na redução da necessidade subseqüente de VM em recém-nascidos com SAM em 3 Unidade privadas na Índia. Os autores relataram que  a necessidade de ventilação mecânica (VM) nos primeiros 7 dias foi significativamente menor nos recém-nascidos do grupo NCPAP (2[3%] vs 17 [25%]: odds ratio,0.09; 95% CI, 0.02-0.43); P=.002).Para cada 5 RN com SAM que iniciaram NCPAP de forma precoce, 1 evitou ventilação mecânica quando comparado aos RN que iniciaram capacete (número necessário para tratamento:4,5). Nenhum dos RN do grupo CPAP necessitou de ventilação de alta frequência, além de apresentarem significantemente menos sepse, menor necessidade de surfactante.Reduzir a necessidade de VM em recém-nascidos com SAM tem  importância significativa, especialmente em países de média e baixa renda. A asfixia perinatal e a SAM são os principais motivos para a VM nesses países de baixa renda. A alta mortalidade (aproximadamente 40%), alta incidência de sepse e a indisponibilidade de Serviços de Ventilação de qualidade são os principais entraves  para o uso de VM nos países em desenvolvimento. Nos links, a nova orientação para os RN não vigorosos com líquido amniótico meconial (após aspiração obrigatória  das vias aéreas iniciar a ventilação por pressão positiva-VPP [em bebês asfixiados graves a aspiração de mecônio provavelmente já havia ocorrido intraútero e o retardo no inicio de VPP será mais prejudicial do que a não realização da aspiração traqueal sob visualização direta]), o uso de antibiótico na SAM (os antibióticos não diminuíram o risco de sepse em neonatos com diagnóstico de e nem em neonatos assintomáticos expostos ao mecônio no líquido amniótico;os resultados não mostram diferenças significativas na mortalidade ou duração da internação hospitalar entre os grupos que receberam antibióticos e os grupos controle de neonatos sintomáticos e assintomáticos; na presença de corioamnionite, ou numa situação em que não se detectou uma causa boa para a passagem de mecônio até prova ao contrário, parte-se do suposto que tenha infecção; ou seja  isto não implica que todo bebê com líquido amniótico tinto de mecônio esteja infectado)

Volume corrente e mortalidade nas crianças ventiladas mecanicamente: Revisão sistemática e metanálise de estudos observacionais

Volume corrente e mortalidade nas crianças ventiladas mecanicamente: Revisão sistemática e metanálise de estudos observacionais

Pauline de Jager, Johannes G. M. Burgerhof, Marc van Heerde, Marcel J. I. J. Albers, Dick G. Markhors, Martin C. J. Kneyber. 
Crit Care Med 2014; 42:2461–2472

Artigo Apresentado  na UTI Pediátrica do HRAS/HMIB sob Coordenação do Dr. Alexandre Serafim

Expansibilidade torácica na avaliação do volume corrente em recém-nascidos prematuros ventilados

Expansibilidade torácica na avaliação do volume corrente em recém-nascidos prematuros ventilados

Ana Sílvia Scavacini, Milton Harumi Miyoshi, Benjamin Israel Kopelman, Clóvis de Araújo Peres.
Jornal de Pediatria (Rio J.). 2007; 83 (4): 329-334.

Apresentação: Roberta Calheiros Ramos (R3 UTIP).
Unidade de Neonatologia do Hospital Regional da Asa Sul (HRAS)/SES/DF.
Orientador: Dr. Jefferson G. Rezende