Categoria: Recém-Nascido de Baixo Peso

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Acesso a cuidados maternos e neonatais de qualidade: diminuindo disparidades regionais e étnicos-raciais

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Acesso a cuidados maternos e neonatais de qualidade: diminuindo disparidades regionais e étnicos-raciais

Sônia Isoyama Venâncio.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Políticas públicas, como a Rede Aline, e abordagens locais visam reduzir disparidades e melhorar o acesso a cuidados maternos e neonatais, com foco na equidade e na qualidade do atendimento.

Melhorando os resultados dos desfechos de recém-nascidos de alto risco (especialmente prematuros extremos, com foco em neurodesenvolvimento, intervenções precoces e sistemas de acompanhamento)

Melhorando os resultados dos desfechos de recém-nascidos de alto risco (especialmente prematuros extremos, com foco em neurodesenvolvimento, intervenções precoces e sistemas de acompanhamento)

Palestra administrada por Andrea Duncan (EUA) no IX  Encontro Internacional de  Neonatologia, Gramado, RS, 3-5 de abril de 2025.

Realizado por Paulo R. .

Apesar da maior sobrevida, déficits a longo prazo persistem devido a lesões na substância branca. Além de NDI grave (paralisia cerebral, cegueira, surdez), déficits sutis (comportamentais, motores finos, cognitivos) afetam até 35% dos prematuros extremos aos 2 anos, impactando desempenho escolar e socioemocional.25-50% das mães de prematuros apresentam depressão pós-parto ou estresse pós-traumático, afetando o vínculo com o bebê. A parentalidade responsiva (“servir e retornar”) melhora cognição e regulação emocional, enquanto comportamentos intrusivos ou retraídos pioram os desfechos. A neuroplasticidade nos primeiros 2-3 anos permite intervenções eficazes. Programas como Método Canguru, NIDCAP, alimentação baseada em sinais e massagem materna promovem vínculo, regulação fisiológica e desenvolvimento cerebral. Acompanhamento Contínuo (“Follow-through”): Apenas 50% dos bebês elegíveis participam de clínicas de acompanhamento nos EUA, com perdas significativas na transição da alta. Um sistema integrado, com planejamento multidisciplinar e apoio comunitário, melhora adesão e equidade. Práticas na UTIN: Neuroproteção (prevenção de pneumotórax, posicionamento neutro), envolvimento parental (massagem, rounds diários) e programas como SENS (exposição sensorial estruturada) apoiam o desenvolvimento precoce. Determinantes Sociais: Insegurança alimentar e habitacional impacta desfechos. Triagem e suporte às famílias são essenciais. Inteligência Artificial e ressonância magnética auxiliam na detecção precoce de paralisia cerebral e avaliação da substância branca, respectivamente. Colocar sempre a Familia no Centro. Intervenções precoces, acompanhamento contínuo e sistemas integrados que priorizem a família são cruciais para maximizar o potencial de bebês de alto risco, aproveitando a neuroplasticidade e abordando fatores biomédicos e sociais.

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Tempo é cérebro e cérebro é leite materno

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Tempo é cérebro e cérebro é leite materno

Mariana González de Oliveira.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Leite da própria mãe tem um papel que nenhum outro leite tem. Ele traz células vivas, microRNAs, sinais epigenéticos que cruzam a barreira hematoencefálica e modificam o cérebro. Isso é ciência. Isso é amor em forma de leite!

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Atuação da Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais e Dados relacionados à Mortalidade Neonatal no Brasil

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):Atuação da Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais e Dados relacionados à Mortalidade Neonatal no Brasil

Ruth Guinsburg.

Realizado por Paulo R. Margotto

 

A principal causa de mortalidade (analisando mais de 3.500 óbitos) são as infecções nas Unidades, o que reforça a necessidade de qualificação do cuidado, equipes treinadas e infraestrutura adequada.

Em termos de viabilidade (sobrevida de 50% ou mais), o Brasil atinge esse patamar perto de 26 semanas de gestação, o que representa um atraso de três a quatro semanas em relação a países desenvolvidos como o Japão (três semanas de atraso equivalem a 20 anos de progresso).

Não basta que os bebês sobrevivam; busca-se que vivam com pleno potencial de integração na sociedade. Atinge-se 50% de sobrevivência sem marcadores de problemas sérios (como doença broncopulmonar grave, hemorragia grave, leucomalácia ou retinopatia grave) próximo das 28 semanas, indicando que há muito trabalho a ser feito.

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025): Gestão de uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neonatal)

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025): Gestão de uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neonatal)

Desirée Volkmer.

Realizador por Paulo R. Margotto.

A gestão eficaz na UTI Neonatal é um ciclo contínuo de planejamento, execução, monitoramento, aprimoramento e muito envolvimento, buscando o melhor desfecho para nossos bebês, os menores pacientes do mundo

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):A Luta Contra o Vírus Sincicial Respiratório

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025):A Luta Contra o Vírus Sincicial Respiratório

Lilian Sadeck.ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025)

Realizado por Paulo R. Margotto.

 

É  discutida a importância do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), especialmente durante a sazonalidade de outono-inverno, que na região norte do Brasil vai de fevereiro a julho e nas demais regiões de março a julho.

Apesar dos avanços, é crucial incentivar as gestantes a receberem as vacinas, não apenas a do VSR, mas todas as outras. Há uma preocupação, pois dados mostram que apenas 11% das gestantes estão preocupadas em tomar vacinas, e os obstetras também precisam reforçar essa importância.

A vacinação da gestante protege não só a mãe, mas também o filho, representando uma “economia” ao proteger múltiplas pessoas com uma única vacina.

 

Reduzindo o risco de morte súbita e inesperada de bebês: a hipótese da cafeína

Reduzindo o risco de morte súbita e inesperada de bebês: a hipótese da cafeína

Reducing the risk of sudden unexpected infant death: the caffeine hypothesis. Hegyi T, Ostfeld BM.J Perinatol. 2025 Jun 10. doi: 10.1038/s41372-025-02333-x. Online ahead of print.PMID: 40494910 Review.

Realizado por Paulo R. Margotto.

 

A Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI), parte da Morte Súbita Inesperada Infantil (MSII), é a principal causa de morte em bebês de 1 a 12 meses nos EUA, com 1.529 casos em 2022 (41% das MSII). Definida como morte inexplicada após autópsia e investigação, a SMSI está associada à hipóxia intermitente (HI), que compromete a regulação cardiorrespiratória e a autorressuscitação. Fatores de risco incluem prematuridade, tabagismo materno, sono em decúbito ventral, infecções respiratórias e exposição pré-natal à nicotina. Este estudo propõe que a cafeína, um estimulante respiratório e antagonista do receptor de adenosina, pode reduzir o risco de SMSI.

Mortalidade por todas as causas e resultados relacionados à infecção do Tratamento Canguru iniciado no hospital versus Tratamento Neonatal Convencional para bebês de baixo peso ao nascer: uma revisão sistemática e metanálise

Mortalidade por todas as causas e resultados relacionados à infecção do Tratamento Canguru iniciado no hospital versus Tratamento Neonatal Convencional para bebês de baixo peso ao nascer: uma revisão sistemática e metanálise

All-cause mortality and infectionrelated outcomes of hospitalinitiated kangaroo care versus conventional neonatal care for low-birthweight infants: a systematic review and meta-analysis. Minotti C, Jost K, Aghlmandi S, Schlaeppi C, Sieswerda E, van Werkhoven CH, Schulzke SM, Bielicki JA.Lancet Child Adolesc Health. 2025 May 26:S2352-4642(25)00130-0. doi: 10.1016/S2352-4642(25)00130-0. Online ahead of print.PMID: 40441171.

Realizado por Paulo R. Margotto.

Revisão sistemática e metanálise de ensaios clínicos randomizados publicados entre 2013 e 2025, incluindo 30 relatos de 29 ensaios com 17.513 bebês de baixo peso, comparando Método Canguru com cuidados convencionais mostrou redução significativa  da mortalidade, sepse, infecção invasiva, mortalidade por sepse/infecção invasiva, hipotermia e apneia.  Deve ser integrado às práticas de prevenção e controle de infecções neonatais globalmente, conforme recomendações da OMS. Os benefícios incluem  menor exposição a patógenos hospitalares, promoção do aleitamento materno e possível transferência de microbioma protetor via contato pele a pele. Interessante: o Método Canguru associou-se a uma maior descolonização das narinas de bebês prematuros por Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e Staphylococcus epidermidis (MRSE). Nenhum dos estudos relatou o risco de aquisição de colonização bacteriana (resistente).

 

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025): Principais aspecto do seguimento do prematuro

ONG DA PREMATURIDADE 10 ANOS! COORDENAÇÃO GERAL: Denise Suguitani: 1o ENCONTRO NACIONAL DA PREMATURIDADE (São Paulo, 15/6/2025): Principais aspecto do seguimento do prematuro

Rita Silveira (RS)

Realizado por Paulo R. Margotto

Seguimento não é puericultura, mas sim uma extensão do cuidado neonatal que já começa no preparo para a alta!

Prematuros extremos: o manejo que faz toda a diferença

Prematuros extremos: o manejo que faz toda a diferença

Profa. Walusa Assad Gonçalves Ferri. Live ocorrida no dia 10 de junho de 2025, sob a Coordenação da Dr. Marta David Rocha e Moura

Realizado por Paulo R. Margotto.

O manejo de prematuros extremos exige abordagem multidisciplinar, com foco na prevenção da falência energética, monitoramento hemodinâmico preciso, suporte para infecções suaves e nutrição otimizada. A ecocardiografia funcional e biomarcadores são ferramentas essenciais para personalizar o tratamento, enquanto a prevenção de lesões oxidativas e complicações neurológicas, como a leucomalácia, é fundamental para melhorar a sobrevida e a qualidade de vida.