MONOGRAFIA DA DA UNIDADE DE NEONATOLOGIA DO HMIB-2026: Avaliação do Crescimento Pós-Natal em Recém-Nascidos Pré-Termos Extremos em UTIN.
Loyanne Vilela Menezes .Orientadora: Marta David Rocha de Moura
O objetivo foi Analisar o crescimento pós-natal e o perfil nutricional de prematuros extremos (<28 semanas de gestação) no HMIB.O estudo compreendeu uma coorte prospectiva observacional com 25 RN (IG média 26,1 semanas, peso ao nascer 800g), acompanhados até 30 dias de vida. Entre os achados: Ao nascimento: Antropometria adequada (Z-score peso -0,3; PC -0,2), Práticas nutricionais positivas: excelente adesão à colostroterapia (96%), início precoce da dieta enteral (1,6 dias) e fortificação aos 16 dias, Crescimento: queda significativa dos escores Z aos 30 dias com Restrição de Crescimento Extrauterino (RCEU):peso: -0,3 → -1,5 e perímetro cefálico: -0,2 → -1,0. Oferta nutricional: Proteica próxima das metas, mas calórica frequentemente abaixo do ideal (especialmente nas primeiras 2 semanas). Os bebês apresentaram morbidades elevadas como Sepse tardia (96%) e persistência do canal arterial (88%), principais fatores que interromperam a progressão nutricional. O estudo conclui que mesmo com boas práticas iniciais, persiste alta incidência de RCEU em prematuros extremos. O déficit calórico cumulativo e as comorbidades são os principais determinantes. Recomendações importantes: otimizar precocemente a oferta energética (com adequada oferta energética a oferta favorece oxidação do aminoácido em vez de incorporação aos tecidos), monitorar déficit nutricional cumulativo, iniciar fortificação mais cedo (quando seguro) e reforçar estratégias de prevenção de infecções.
